Publicado por: Felipe Pilleggi | outubro 24, 2009

Modelo Digital de Terreno / Modelo de Declividade

No meu trabalho de conclusão de curso, procurei fazer uma análise geoambiental da minha área de pesquisa, a partir da análise geológica-geomorfológica.

Além de constantes trabalhos de campo para análise geológica, geramos um Modelo Digital de Terreno para visualização das diferentes unidades de relevo. Procurei então diferenciar cada unidade geológica-geomorfológica com a relação Altitude X Cor. O resultado foi melhor que esperado, já que a área de trabalho apresenta cada unidade de forma bem didática.

“Para gerar o Modelo Digital de Terreno, utilizado para análise da geomorfologia e declividade neste presente trabalho, o primeiro passo foi a utilização das curvas de nível das cartas topográficas do IPUF (2001). Porém, como as cartas topográficas continham diferentes informações da área de estudo, tais como estradas, áreas urbanas, recursos hídricos, grade UTM, entre outros dados que podem afetar a análise específica do relevo, foi-se necessário a exclusão dessas camadas (layers) que continham estas informações, deixando somente as curvas de nível. Criou-se então um novo arquivo, de curvas de nível. Até a altitude de 30 metros foram utilizadas curvas de 1 em 1 metro, para se obter um nível detalhado da planície; para as áreas com altitude superior a 10 metros, foram utilizadas curvas de nível com espaçamento de 5 metros. Como essas curvas não estavam cotadas, foi necessário acrescentar informações sobre as respectivas altitudes (as curvas foram cotadas), transformando-as em 3D. Esta etapa do trabalho foi das mais trabalhosas. Como as curvas foram geradas como polígonos separados, foi necessário selecionar polígono por polígono para cotá-las. Em um próximo passo, foi utilizado o software Dxf2xyz que permite a transformação de arquivos DWG (Autocad) em arquivos XYZ, os quais são compatíveis com o software Surfer 8, que foi utilizado para a geração dos modelos digitais do terreno (MDTs). O Surfer 8 é um excelente programa para a elaboração de modelos digitais do terreno, como mostra Zani, H. (2007). Neste programa, foi criado primeiramente um arquivo GRID com base nas informações XYZ. Utilizando-se do arquivo GRID, foi possível então aplicar a ferramenta SURFACE a qual transforma os dados tridimensionais em um arquivo de “SUPERFÍCIE”, gerando o Modelo Digital de Terreno.”

MDT2

MDT1

Modelo de Declividade

Ainda nesta monografia:

“O modelo de declividade, como discutido na metodologia, foi gerado com base no arquivo de curvas de nível das cartas planialtimétricas do IPUF, com escala de 1:2000. Como este trabalho se baseia na análise física do solo e relevo, também achou-se importante definir e analisar as áreas de declividade acentuada.
No Artigo 21 da Lei Nº 2193/85 (Plano Diretor de Balneários da Ilha de Santa Catarina), é considerado – no Item II – como Área de Preservação Permanente (APP):

“II – encostas com declividade igual ou superior a 46,6% (quarenta e seis e seis décimos por cento);”

Desta forma, os maciços da área de estudo que possuem tal declividade são irregulares e ilegais para a ocupação urbana.
Tomando por base esta cota mínima de declividade, foi gerado sobre o mapa de contorno no software Surfer 8 uma representação visual destas encostas com sensibilidade ambiental.
Como a declividade é representada pelo Plano Diretor em porcentagem, foi feita a transformação desses valores em ângulos, para ser possível aplicá-los no modelo do Software Surfer, o qual exige as declividades em ângulo. A declividade em porcentagem representa a tangente do ângulo vezes 100, sendo um ângulo de 45 graus igual a 100%. Sendo assim, foi preciso fazer o cálculo inverso para chegar nos valores do ângulo de declividade, além de transformar o valor da tangente do ângulo para o valor do ângulo de origem. Foi necessário dividir o valor de 46,6% por 100, e então calcular o arco-tangente do mesmo. Concluiu-se então que 46,6% de declividade é equivalente a 24,99° (ou 25°) graus de ângulo de inclinação. Estes dados de ângulo de inclinação iguais a 25° ou superior foram então classificados no software e representados com uma cor correspondente, diferentes das outras áreas inferiores a estes valores.
A figura 06 apresenta o modelo de declividade gerado. Nos tom de verde, foram classificadas as áreas com declividade igual ou superior a 25° graus. As áreas em branco representam todo o resto do terreno que apresenta declividade inferior a 25°.”


declividade2

declividadetop

Abraços,

Felipe

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Responses

  1. Olá Felipe.

    Como faço para enocntrar uma grade com as coordenadas de contorno da cidade de São Paulo? Poderia me ajudar? Não consigo encontrar esse arquivo para fazer um overlay de mapas no surfer, já que preciso do formato da cidade de são paulo, para apresentar as concentrações dos meus elementos. Muito obrigada.

  2. OLA,
    Acho que voce e a pessoa certa para me ajudar..
    estou fazendo o meu tcc de arquitetura na área dos bairros josé mendes e saco dos limões… como nao sou de florianopolis nao estou conseguindo ele comleto com curvas de nivel e edificações..
    cara se possivel me manda.. em dwg?
    qualquer coisa se tiver algum custo por favor me comunique.. estou tentando a 2 meses e ninguem consegue para mim…
    desde ja agradeco .. Jonatan Welter

  3. Nossa, esse trabalho caiu do ceu!! meu tcc é justamente na area de geoambiental com base na geomorfologia. Estou pensando em MDT. O software utilizado foi somente o surfer? e o resultado final foi aquele em veste amarelo e marrom?

  4. Olá Thamires.
    Foram utilizados 3 softwares para o resultado final. Inicialmente o Autocad para manipulação das curvas de nível e cotação das mesmas. Posteriormente um software simples de conversão, de DXF para XYZ (Dxf2xyz). Com as curvas em XYZ, foram gerados os modelos no software Surfer.

  5. Obrigada pelas informações


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